Escola é selecionada para Feira Estadual de Ciência

Projeto de unidade de ensino da zona rural de Rio das Ostras vai representar a Cidade na XI Fecti – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro. Desenvolvido pelos alunos da Escola Municipal Professora Marinete Coelho de Souza, em Cantagalo, o microscópio caseiro feito com uma webcam, papelão, capa de caderno e parafusos já está sendo usado com sucesso nas aulas de Ciências.

O microscópio caseiro foi construído com webcam, papelão, capa de caderno, parafusos e cola quente. Foto Allexandre Costa
O microscópio caseiro foi construído com webcam, papelão, capa de caderno, parafusos e cola quente. Foto Allexandre Costa

O projeto de Rio das Ostras foi selecionado entre centenas de trabalhos enviados por escolas dos municípios fluminenses na categoria Ciências no Ensino Fundamental II – 6° e 7° Ano. A Fecti acontece nos dias 25 e 26 de novembro, no Campus Maracanã da Cefet, e é uma realização da Fundação Cecierj e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Como os alunos estavam aprendendo sobre células, achei importante que pudessem ter acesso ao microscópio. A escola não possuía esse equipamento e pesquisamos para ver a melhor forma de construir o microscópio caseiro”, explica o professor de Ciências Wellington da Silva Lemos, que começou a lecionar este ano na unidade de ensino.

Os estudantes Jonathan dos Santos Martins, Marcos Winnícios Gomes Santana e Matheus de Almeida Braga Silva, que cursam o 7º ano, participaram de todas as etapas e vão representar a turma na Fecti. Para os três, confeccionar o microscópio caseiro e ser selecionado para a Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro foram experiências muito importantes.

Matheus, Jonathan e Marcos Winnícios ajudaram a confeccionar o microscópio caseiro. Foto: Allexandre Costa
Matheus, Jonathan e Marcos Winnícios ajudaram a confeccionar o microscópio caseiro. Foto: Allexandre Costa

“Com a ajuda do microscópio, pude entender melhor a estrutura das células”, conta Matheus, de 14 anos. “É mais interessante ver a célula real do que a apresentada nas ilustrações dos livros didáticos”, completa Jonathan, de 13 anos. “Nossa escola fica na zona rural, não tem muito recurso. Com a seleção para a feira, conseguimos provar nosso valor”, finaliza Marcos, que também tem 13 anos.

Segundo o professor Wellington, a empolgação dos alunos foi a sua maior inspiração para se inscrever na Fecti. “Quando Marcos Winnícios disse que, caso enviássemos o projeto ficaria feliz, independente do resultado, me motivou a participar do processo seletivo”, lembra o orientador do experimento que tem como coorientadora a professora Eliana Abreu da Roza.

ORGULHO – Professores, alunos, funcionários, pais e comunidade da Escola Municipal Professora Marinete Coelho de Souza mostram orgulho com o resultado. “No início do ano letivo, na reunião dos responsáveis, eu havia garantido que o fato da escola ficar na zona rural não nos impediria de participar de todos os projetos”, afirma Sara Mota, diretora da unidade de ensino.

De acordo com o professor de Ciências, um microscópio dos mais simples, com capacidade semelhante ao construído, sairia por pelo menos R$ 700,00. O confeccionado na escola contou com uma webcam doada, que foi desmontada, e material reciclado. A lâmina, filmada com a câmera, é projetada no notebook, ampliando a imagem.

Imagem ampliada pelo microscópio caseiro é projetada no notebook, permitindo a visualização da estrutura celular. Foto: Allexandre Costa
Imagem ampliada pelo microscópio caseiro é projetada no notebook, permitindo a visualização da estrutura celular. Foto: Allexandre Costa

Durante a feira, a equipe da escola vai levar uma lâmina com cebola, outra com um pedaço de folha, na qual será possível observar o estômato, estrutura responsável pela fotossíntese, e uma terceira com célula da mucosa bucal.

“O intercâmbio com outros estudantes e experimentos será muito importante para nossos alunos. Sem falar que é motivador levar para uma feira um projeto criado com a participação deles que já está sendo usado em sala de aula para o aprendizado sobre a estrutura celular”, conclui o professor.

http://www.riodasostras.rj.gov.br//noticia5314.html
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